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Existe possibilidade de um aneurisma cerebral romper no momento da angiografia? e se a agigrafia é um exame de alto risco?
Obrigada.
Resposta |
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A Angiografia realizada com as técnicas e materiais atuais é muito
segura, com risco de complicações em torno de 2 a 3%, sendo a enorme
maioria leves como pequenos hematomas inguinais que não necessitam de
tratamento específico.
É importante observar se o profissional que irá realizar seu exame é
um especialista, pois, infelizmente há vários profissionais
não-treinados adequadamente.
De uma forma geral, a presença de um aneurisma cerebral implica num
risco de ruptura aproximado de 2% ao ano. Este risco pode ser maior ou
menor dependendo das características do aneurisma. O aneurisma pode
romper a qualquer momento; dormindo, caminhando, etc. Durante uma
angiografia, o cateter é colocado na altura do pescoço, muito abaixo
do aneurisma. Injetamos o contraste pelo cateter e filmamos o crânio.
Quero dizer que num exame diagnóstico, o cateter não tem nenhum
contato direto com o aneurisma. Assim, o risco de ruptura durante o
exame diagnóstico existe, mas não é significativamente maior que se o
paciente estivesse caminhando na rua. É importante controlar a pressão
arterial do paciente e tranqüiliza-lo. Diferente do momento do
tratamento (seja embolização ou cirurgia) em que temos que manipular
realmente o aneurisma. Porém, se o aneurisma rompe durante o
tratamento, temos algumas manobras para interromper a hemorragia.
Enfim, a angiografia cerebral é um procedimento altamente seguro e
esclarecedor desde que realizado por um especialista. Mesmo com toda
evolução, a angiografia ainda se impõe como o melhor e mais decisivo
estudo dos vasos cerebrais. Converse com seu médico e peça referência
sobre o profissional que irá fazer o exame, está é a melhor forma de
evitar problemas.
Estamos às ordens,
Gustavo Andrade
Radiologista Intervencionista
Recife-PE
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Todos os tipos e tamanhos de miomas podem ser embolizados? Tenho um mioma gigante e meu utero mede aproximadamente 800 cm3
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--Teoricamente todos os tipos podem ser embolizados mas na prática não deve funcionar assim. Devemos tratar miomas que provoquem sintomas, como dor, sangramento, compressão de bexiga e que durante o acompanhamento por USG estejam aumentado.Nos casos de mioma submucoso o melhor tratamento é a histeroscopia e nos casos subserosos a abordagem por laparascopia pode ser uma boa opção.
Informações mais detalhadas com a Dra Norma Brito: normabrito@angiorad.com.br
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Para este procedimento quem usa protese dentaria removivel, é necessário tirar e q pode aconteçer caso este usando durante o procedimento?
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A protese dentária deve ser retirada para facilitar a visualização das estruturas vasculares cerebrais, pois em algumas posições, a protese pode ficar na frente dos raios x e atrapalhar. Sendo neste momento retirada. Um outro motivo é que os procedimentos de neurointervenção são feitos, em geral, sob anestesia geral e a protese pode atrapalhar na entubação traqueal.
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O que é angiografia?
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Angiografia é a representação gráfica de alguns vasos (arterias ou veias), para que sejam avaliados e ajudem no tratamento. Angiografia de arteria é conhecida como ARTERIOGRAFIA e de veias chama-se FLEBOGRAFIA. As arteriografias são realizadas através de um pequeno furo (punção) numa arteria e injeção de meio de contraste para que imagens sejam formadas sob os raios X.
Em geral, após 6h de repouso o paciente é liberado para andar e voltar para casa.
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Quanto tempo posso ficar com o meu cateter subcutâneo vital port?
Resposta |
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--Não há um tempo determinado para retirar este tipo de cateter totalmente implantado. Caso não haja mais indicação de sua utilização, o mesmo poderá ser retirado. Também se este cateter estiver infectado ou provocando dores locais, deverá ser retirado. A sua retirada é um procedimento simples. Entretanto, se houver a possibilidade de novamente utilizá-lo, deverá permanecer implantado.
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Boa tarde. Gostaria de saber mais a respeito de tumor de colon retal,e do tratamento de embolização hepática. agradeço a colaboração.
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O achado de metástase hepática, mesmo quando aparentemente única, proveniente de tumores de mama, pâncreas, estômago, órgãos pélvicos da mulher e pulmões contra-indicam a ressecção do tumor primário por não interferir com o prognóstico, diferente do que ocorre com os tumores colo-retais, onde a presença de uma metástase hepática não contra-indica a ressecção da lesão primária.
A ressecção cirúrgica da metástase hepática é o único tratamento potencialmente curativo existente no momento. Por isso, a alternativa cirúrgica deve ser sempre considerada. Uma vez afastada a opção cirúrgica, a quimioterapia local por cateter (quimioembolização hepática) é um tratamento paliativo que busca proporcionar melhor qualidade e maior sobrevida ao paciente.
A infusão de agentes quimioterápicos e embolígenos na artéria hepática permite a obtenção de concentrações elevadíssimas das medicações, por um tempo bem mais prolongado e ainda evita o aparecimento de efeitos colaterais das quimioterapias convencionais.
Uma análise cuidadosa e individualizada de cada paciente é indispensável, pois as alternativas terapêuticas são inúmeras, tornando a abordagem multidisciplinar imperiosa. Uma outra excelente opção é a ablação por radiofreqüência.
Outras informações: ver em PROCEDIMENTOS : ONCOLOGIA/RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA
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Qual o risco da vertebroplastia, posso ficar paraplégico ?
Resposta |
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--Desde que foi desenvolvida na França, a VERTEBROPLASTIA vem ganhando espaço como tratamento seguro de fraturas vertebrais no mundo inteiro.
Para que se realize a VERTEBROPLASTIA, é necessario um verdadeiro conhecimento da anatomia vertebral, dos recursos de imagens digitais, das doenças da coluna e dos materiais cirúrgicos a serem utilizados no procedimento.
Cada paciente, cada fratura é um caso diferente e as vértebras exibem aspectos distintos em suas lesões, cabendo ao médico saber indicar ou contra-indicar a vertebroplastia para cada situação.
Desta maneira, o índice de complicações sintomáticas para pacientes portadores de fraturas vertebrais por osteoporose ou por hemangiomas do corpo vertebral tratados com vertebroplastia percutânea é de menos de 1%. Já os pacientes com lesões malignas do corpo vertebral estão submetidos a riscos de complicações sintomáticas entre 5-10%.
A injeção do polímero no interior do corpo vertebral deve ser acompanhada em tempo real e com visualização simultânea de face e de perfil, evitando-se assim a migração do polímero para um local indesejado, como por exemplo, para o canal medular, provocando uma compressão da medula, podendo levar a paraplegia. Esta rara complicação tem sido descrita por médicos pouco experientes que se aventuram na pratica da vertebroplastia percutânea.
-Mais detalhes sobre vertebroplastia clique em Procedimentos e, em seguida em vertebroplastia
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Qual o risco de um novo estreitamento depois do stent?
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O tratamento de um estreitamento (estenose) da carótida pode ser realizado basicamente de duas maneiras: cirurgia aberta ou angioplastia por cateter. Cada técnica possui vantagens e desvantagens, devendo-se pesa-las de forma individual para cada paciente. Alguns problemas e complicações são específicos de cada técnica, porém outros podem ocorrer em ambas.
A restenose da carótida tratada pode ocorrer tanto apos uma intervenção cirúrgica como apos a colocação de um stent (angioplastia). Por isto, todos os pacientes tratados, independente do tipo de tratamento, devem ser seguidos com exames de ultra-sonografia com Doppler.
O risco de restenose após angioplastia com stent, de acordo com a literatura médica, gira em torno de 8 a 10%, sendo que destes, apenas 10% apresentam sintomas, sendo a enorme maioria descoberto apenas pelo exame de ultra-som. Em relação a este tópico, a ANGIORAD apresentou seus resultados no congresso mundial em novembro de 2003 (World Federation of Interventional and Therapeutic Neuroradiology), que foi publicado na revista médica Interventional Neuroradiology, 9 (Suppl 2), oct/ 2003, sob o título: “Carotid Stenting: Clinical and Ultrasonography long-term follow-up”.
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Qual a probabilidade do aneurisma cerebral se romper durante o procedimento?
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--O risco de ruptura de um aneurisma cerebral durante o procedimento de embolização varia principalmente com o fato de ter havido ou não ruptura prévia do mesmo. Aneurismas rotos apresentam risco de ruptura maior durante a embolização, correspondendo a 1-8%, enquanto os não previamente rotos têm risco mais reduzidos, variando de 0,8 a 3% .
É importante salientar que a ruptura de um aneurisma durante a embolização não corresponde obrigatoriamente a uma complicação grave, podendo ser corrigida durante o próprio procedimento.
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