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Mal formação Arteriovenosa Cerebral - MAV
 
O que é uma Mal formação Arterio-Venosa (MAV) cerebral?
 
É uma doença vascular que pode acometer qualquer parte do corpo. Iremos nos deter às MAVs cerebrais devido a sua incidência e peculiaridades. As mal formações arteriovenosas cerebrais são comunicações anormais entre artérias e veias, sob alta pressão e de grande fluxo.
 
Qual é a incidência desta doença?
 
Cerca de 0,5% da população é acometida. Ou seja, a cada 200 pessoas uma apresenta MAV. Esta doença é um pouco mais freqüente em homens.
 
Qual é a causa da MAV?
 
Não se sabe ao certo a causa. É congênita, ou seja, o paciente nasce com ela ou com predisposição a desenvolvê-la. Não é hereditária, então os parentes próximos (irmãos, filhos, etc.) não apresentam maior chance de ter MAV.
 
Quais são os sintomas?
 
Muitos pacientes são assintomáticos, sendo descoberta ao acaso. Cerca de metade dos portadores apresentam cefaléia crônica (dor de cabeça), muitas vezes não relacionada à MAV.
Os dois sintomas mais característicos são as crises convulsivas e a hemorragia cerebral. Este último, o mais temido, apresenta elevada morbidade (25%) e mortalidade (15%).
 
Qual o risco de hemorragia numa pessoa com MAV cerebral?
 
Varia muito dependendo das características da MAV. De uma forma geral gira em torno de 2% ao ano, de forma acumulativa. Ou seja, em 16 anos, cerca de um terço dos pacientes terão apresentado hemorragia cerebral. Vale lembrar que após o primeiro episódio de hemorragia, a chance de outro sangramento é maior.
 
Qual a melhor forma de tratamento?
 
6) Não existe a melhor forma tratamento. Existem algumas opções terapêuticas que devem ser julgadas e analisadas individualmente diante de cada caso.
Uma opção é o acompanhamento clínico do paciente, ou seja, observação clínica.
Outra opção terapêutica é através de radioterapia, chamada de Radiocirurgia. Esta opção utiliza feixes de radiação apontados de forma precisa para a MAV, levando ao fechamento destes vasos doentes. Os resultados só se tornam perceptíveis após cerca de 1 ano.
A neurocirurgia é a forma clássica de tratamento, realizada pelos neurocirurgiões. Através de uma abertura cirúrgica, são extraídos os vasos doentes.
A embolização é a outra opção, mais recentemente desenvolvida. Através de uma punção na virilha, é introduzido um fino cateter que é levado até o interior destes vasos doentes. Uma vez atingido o alvo, é injetada uma substância especial que obstrui os vasos doentes e preserva os normais. Após a obstrução não há fluxo, impedindo que este vaso enfraquecido rompa e cause hemorragia.
Estas opções podem ser utilizadas em conjunto ou isoladamente, dependendo das características de cada caso. O importante é uma abordagem multidisciplinar.