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Tratamento Endovascular de Estenose na Arterite de Takayasu
Maio 2019


TPaciente com história de Arterite de Takayasu (AT) com diagnóstico em 2000, cursou com estenose de artéria subclávia e carótida comum esquerdas associado a déficit motor braquiocrural à direita, tendo sido submetida há alguns anos a derivação aorto-carótida e carótida-subclávia esquerda. Recentemente cursou com síncope e ataxia do dimídio direito. Realizado tratamento endovascular por angioplastia após pré-dilatação com balão e implante de stent balão-expansível Express LD (Boston).

O início da Arterite de Takayasu sugere que os mecanismos de obstrução vascular são diferentes da aterosclerose. AT mostra uma irregularidade e espessamento fibroso transmural, resultando em múltiplas obstruções. Ramos supra-aórticos, tais como as artérias carótida, subclávia e inominada, estão frequentemente envolvidos. O diagnóstico pode ser confirmado por angiografia, que mostra o padrão específico de estenose, oclusão, irregularidade e aneurisma envolvendo múltiplos ramos proximais da aorta.

Tratamento da AT usando esteroides, imunossupressores e agentes biológicos melhora os resultados. No entanto, em pacientes sintomáticos ou lesões vasculares significativas precisam de intervenções. Um dos métodos estabelecidos é a angioplastia transluminal percutânea. A angioplastia com balão é menos invasiva, segura e mais amplamente usada. Outra opção pode ser um implante de stent. No entanto, a superioridade entre a angioplastia com balão isolada e com o implante de stent não é bem estabelecida.

Embora as intervenções vasculares iniciais sejam geralmente bem sucedidas, a patência a longo prazo é fraca, e repetidas intervenções vasculares são frequentemente necessárias.

Os principais tratamentos da AT sintomática são as revascularizações dos vasos afetados, contudo a revascularização durante a fase ativa poderia aumentar o risco de complicações relacionadas ao procedimento, incluindo reestenose e dissecção.

Durante a última década, foi relatado que a angioplastia transluminal percutânea é eficaz para liberar as lesões estenóticas nessa doença; no entanto, a taxa de reestenose é muito maior do que o associado com lesões ateroscleróticas. Recentemente, a colocação de stents emergiu como uma alternativa razoável para o tratamento da estenose vascular, mas a eficácia nas lesões inflamatórias ainda não está clara, especialmente em lesões da artéria carótida. A superioridade entre a angioplastia com balão e o implante de stent não foram conclusivos. Estudos em larga escala ainda não foram realizados, existindo limitações na interpretação dos resultados.

BIBLIOGRAFIA:

  • Jeong HS, Jung JH, Song GG, Choi SJ, Hong SJ.
  • Medicine (Baltimore). 2017 Jul;96(29):e7558. doi: 10.1097/MD.0000000000007558. Review.
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